Temas Coloproctologia


É uma condição que surge geralmente na idade adulta. Surge pelo enfraquecimento da parede do intestino grosso (cólons), fazendo com que apareçam divertículos – pequenas bolsas na parede intestinal. Dentro delas pode ocorrer a retenção (impactação) de coprolitos que são pequenos fragmentos de fezes endurecidas. Estes coprolitos retidos por muito tempo podem, então, provocar inflamação do divertículo.

A doença diverticular dos cólons está relacionada ao consumo baixo ou insuficiente de fibras vegetais. Pode estar associada também com hereditariedade.

As complicações mais comuns são: sangramento, hemorragia, inflamação (diverticulite), perfuração, além do estreitamento do intestino grosso.

Alguns exames de imagem que podem ajudar a diagnosticar esta condição: a tomografia computadorizara, o clister opaco e a colonoscopia são os mais utilizados.

A dieta rica em fibras vegetais é o melhor caminho para evitar o aparecimento ou complicações da doença diverticular.



3 de julho de 2018 Doenças Comuns

A fissura anal é uma ferida que se manifesta como um corte no canal anal, podendo ser superficial e aguda, ou profunda nos casos mais difíceis e crônicos. Pode atingir homens e mulheres, sendo mais comum em adultos jovens, embora possa ocorrer em qualquer faixa etária. Os sintomas mais comuns da fissura anal são: dor e sangramento. Pode surgir em consequência de evacuação difícil, com fezes ressecadas, ou ainda devido a diarreia. Nos casos crônicos é comum surgir, na borda anal que corresponde à fissura do canal, um espessamento de pele, às vezes inflamada ou tumefeita, chamado Plicoma. É também comum surgir, internamente, um espessamento de papila anal, conhecido como papila hipertrófica. O tratamento clínico da fissura anal permite curar a maioria dos casos, sendo importante melhorar a função intestinal e a consistência das fezes. Entretanto, algumas fissuras podem estar associadas a outros problemas, como por exemplo a doença de Crohn. Como tratamento para as fissuras comuns, podem ser indicadas pomadas anestésicas em associação a medicações que controlam a hipertonia esfincteriana, muito frequente nos portadores de fissura. Nos casos crônicos, persistentes, e sem resposta ao tratamento clínico, pode ser indicado o tratamento cirúrgico.

A fístula anal pode surgir como resultado da evolução natural de um abscesso localizado na região anorretal. Estes abscessos podem regredir. Entretanto, podem evoluir com drenagem espontânea (ou cirúrgica) da secreção (pus). Nestes casos, o espaço antes ocupado pela secreção purulenta não cicatriza totalmente após drenagem, formando então um canal que comunica o interior da região anorretal com alguma parte externa do ânus. A este canal ou trajeto dá-se o nome de fístula. Quando se forma, é raro que a fístula desapareça espontaneamente. O tratamento clínico é pouco eficaz, sendo geralmente indicado o tratamento cirúrgico. Para alguns tipos de fístula o tratamento cirúrgico mais apropriado é a aplicação do seton ou Sedenho (um fio cirúrgico ou cateter passado por dentro do trajeto). Este sedenho permanece no local por determinado tempo, curto ou prolongado, sempre de acordo com o caso. Outros tipos de cirurgia são indicados, conforme as características do trajeto fistuloso encontrado. Atualmente a ressonância magnética e a ultrassonografia 3D são exames que auxiliam o cirurgião na localização ou mapeamento destes trajetos antes do planejamento cirúrgico.

O abscesso anorretal se manifesta como bolsa de secreção purulenta (pus) e pode surgir em qualquer região superficial ou profunda da região anal e perianal, bem como em torno do reto. As causas mais comuns de abscesso são: fissura anal, inflamação das criptas anais, evacuação difícil e traumática, corpos estranhos ingeridos inadvertidamente junto com os alimentos (p.ex.: fragmentos de osso, espinha de peixe, próteses dentárias, palito de dente). Conforme já mencionado, sua resolução pode resultar na formação de uma fístula anal, em alguns casos.



Hemorroidas são estruturas vasculares (formadas por vasos sanguíneos) situadas na região anal. São também referidas como mamilos ou coxins hemorroidários. Os sintomas mais comuns são: sangramento, dor e Prolapso. O sangramento é bem mais frequente nas hemorroidas internas, e a dor pode ocorrer em ambas (interna ou externa), sendo mais comum nas hemorroidas externas. Entretanto, não é raro encontrarmos indivíduos com hemorroidas que são assintomáticos (sem sintomas) ou pouco sintomáticos. Outro sintoma muito comum nos portadores de hemorroidas é o prurido (coceira) na região. O prolapso ocorre ao esforço para defecar ou seguido de outros esforços. Os sintomas das hemorroidas internas decorrem de seu deslocamento para fora (prolapso). Quando o prolapso do coxim hemorroidário precisa de ajuda para retornar, o estágio é grau III. No estágio grau IV o prolapso é permanente – ou seja, o deslocamento para fora do coxim hemorroidário é permanente, e já não retorna mais naturalmente e nem com ajuda. 

Alguns fatores influenciam ou aceleram o aparecimento dos sintomas, tais como o hábito alimentar e o ritmo intestinal, além de herança genética, gestação (especialmente no último trimestre) e esforços repetidos.

Hemorroidas não causam câncer, mas as duas condições podem coexistir. É comum a automedicação acreditando que o sangramento ao defecar é originado sempre de hemorroidas. Entretanto, outros problemas curáveis precisam ser logo diagnosticados.

Na maioria dos casos o tratamento das hemorroidas é clínico com bons resultados através de pomadas específicas, medicamentos de uso oral e correção dos hábitos alimentares. O tratamento também pode ser realizado à nível ambulatorial (no consultório). É o caso da ligadura elástica das hemorroidas internas. Este procedimento não requer anestesia, devido às características diferentes da sensibilidade da região onde é aplicado o anel elástico.

O tratamento cirúrgico será necessário nos casos em que os sintomas persistem, apesar do tratamento clínico, em especial quando as hemorroidas mais afetadas são as externas ou quando as internas já apresentem prolapso permanente (grau IV).

Também faz parte da avaliação das hemorroidas sintomáticas a retossigmoidoscopia (exame do retossigmoide realizado no consultório, sem a necessidade de sedação). Em alguns casos, todo o intestino grosso precisa ser avaliado antes de iniciar o planejamento terapêutico.

Fibras vegetais e água são muito importantes para evitar o problema. Havendo sangramento ao defecar, não deixe de verificar a causa.



14 de abril de 2018 Exames

É o exame mais utilizado atualmente para o diagnóstico e tratamento de pólipos e outros problemas do intestino grosso. Para este exame é utilizado um equipamento endoscópico flexível, dotado de uma câmera e um sistema de iluminação. Através desse equipamento é possível diagnosticar um pólipo, realizar uma biópsia ou mesmo removê-lo.

Também é útil para realizar biópsias da mucosa intestinal nos casos de suspeita de colite e outras doenças que afetam internamente a mucosa deste órgão.


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