Temas Coloproctologia


14 de abril de 2018 Prevenção

Também conhecido como câncer colorretal, afeta o intestino grosso (cólon) e o reto. Geralmente surge a partir de pequenos Pólipo benignos que podem crescer e então modificar seu padrão de comportamento para malignidade, com incidência aumentando a partir dos 50 anos. Havendo história familiar de câncer colorretal e polipose, ou diagnóstico de doença inflamatória intestinal (Crohn ou Retocolite), o problema pode surgir em indivíduos mais jovens.

A prevenção se faz por meio da procura destes pólipos através de alguns procedimentos diagnósticos. O exame proctológico é procedimento importante a ser realizado pelo Coloproctologista, considerando que cerca de 70% dos tumores estão localizados no reto e no sigmoide. O exame proctológico inclui o toque retal, a anuscopia e a retossigmoidoscopia. A colonoscopia é outro exame que permite tanto diagnosticar, quanto biopsiar ou ainda remover o pólipo. O início dos exames preventivos depende do histórico de cada indivíduo. Para aqueles que não tem sintomas, se recomenda iniciar aos 45 anos, segundo recente recomendação da Sociedade Americana de Câncer. Para os que tem histórico familiar de pólipos ou câncer intestinal, ou de doença inflamatória intestinal (Crohn ou Retocolite), a primeira colonoscopia pode ser indicada antes. Portanto, é importante verificar em sua história familiar se há casos deste tipo, visto a possibilidade de herança genética.

Após o primeiro exame, um exame de controle será programado. O intervalo de tempo para esta programação depende de alguns fatores ou dados: se houve retirada de pólipos, qual seu tamanho, quantidade, tipo histológico do pólipo, entre outras. Cabe lembrar que o exame proctológico (do ânus e do reto) é igualmente valioso e não deve ser esquecido.

Quando se desenvolve, o câncer colorretal pode ser tratado ou mesmo curado, desde que diagnosticado precocemente. Sabe-se também que a alimentação rica em fibras vegetais é importante fator na prevenção da doença. O aconselhamento junto a seu médico pode ajudar a definir o início dos exames preventivos.



14 de abril de 2018 Prevenção

O HPV (sigla de Human papillomavirus = papilomavírus humano) é um vírus que provoca o desenvolvimento de verrugas na pele ou mucosas. De acordo com o subtipo, pode estimular o surgimento de verrugas comuns, ou ainda de verrugas venéreas – também conhecidas como condiloma acuminado, atualmente a doença sexualmente transmissível mais comum em todo o mundo. As verrugas venéreas e outras lesões por originadas pelo HPV podem estar associadas ao vírus de baixo risco ou de alto risco. Os vírus de alto risco têm potencial oncogênico e podem provocar o desenvolvimento do câncer.

Homens e mulheres podem ser contaminados por este vírus, o que provoca o desenvolvimento de verrugas na região genital (pênis, vulva, colo do útero e ânus) ou ainda na mucosa oral (língua, palato, laringe ou corda vocal). No ânus pode afetar o Epitélio externo e/ou interno. Portanto, o câncer pode surgir em qualquer região com lesões por HPV. Quando estas lesões estão situadas no ânus podem não ser percebidas pela pessoa, retardando seu diagnóstico e tratamento.

Atualmente, o exame Papanicolau é também realizado no ânus, por meio de coleta de raspado de células com uma escova apropriada de cerdas finas, que é posteriormente encaminhado ao Citopatologista (médico especialista em avaliar as células da amostra em microscópio). O exame é muito importante na prevenção do câncer de ânus, em especial nos pacientes que já trataram ou tratam o HPV anal, anoperineal, vulvar ou de colo uterino. A colposcopia anal (exame realizado com auxílio de equipamento dotado de lentes de aumento) também é um exame de grande importância na prevenção, tratamento e controle das lesões que podem provocar o câncer de ânus.

A contaminação e transmissão do HPV pode ser reduzida com uso de preservativos, embora não elimine totalmente este risco, tendo em vista que a transmissão ocorre por contato direto (pele-pele, pele-mucosa). Portanto, a contaminação oro-genital e o contato com outras superfícies corporais, difíceis de proteger, são algumas formas de contaminação e transmissão entre indivíduos.

Ainda assim, o sexo protegido tem sua máxima importância com relação à prevenção de todas as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) que podem afetar a região anorretal, tais como a sífilis anal, a infecção retal por gonorreia, o HIV, bem como outras infecções anorretais por herpes e clamídia, em especial.



14 de abril de 2018 Prevenção

O câncer da região anal é pouco comum e pode acometer ambos os sexos. Sinais e sintomas costumam ser confundidos com outros problemas de menor importância da região anal. Pode ser prevenido, diagnosticado e tratado com ajuda de um especialista.


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